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Giba Angelucci Junior
junior.angelucci@gmail.com

quarta-feira, 15 de julho de 2009

H1N1 - A gripe que mata, Obesidade é fator de risco

Apesar de ser um Blog especifico sobre corridas, acredito que seja interessante uma matéria sobre o assunto, tendo me vista o grande aumento de casos no Brasil e na América do Sul.
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As agencias de saúde do mundo todo assumem que prevenir e combater a epidemia de obesidade é uma grande prioridade para melhorar a qualidade e a quantidade de vida da população.
Com o surgimento do vírus da gripe H1N1, e com o risco dessa pandemia resultar num desastre global, como foi a gripe Espanhola, no início do século XX, atualmente esse é o tema vem ocupando a atenção prioritária das autoridades de saúde de todos os países.
Sobrepondo as duas preocupações, o CDC (Central of Disease Control Atlanta - EUA) relatou uma possível ligação entre obesidade e a gravidade dos casos da chamada gripe suína.
Essa patologia é causada pelo vírus H1N1, e sua prevalência está sendo notada especialmente entre estudantes e pessoas jovens. Quando esses pacientes gozam de boa nutrição e saúde, a doença costuma evoluir de forma benigna, com a evolução clínica bastante semelhante às gripes que todos conhecemos.
Pessoas com doenças cardíacas, diabetes e deficiências imunológicas são apontadas com passíveis de apresentar um risco para complicações clínicas mais elevadas do que a população em geral. Mulheres grávidas também fazem parte desse grupo de risco.
Durante o mês de maio de 2009 o CDC fez uma pesquisa entre os pacientes hospitalizados com a gripe suína na Califórnia e concluiu que a obesidade também estava entre os fatores de risco importantes, que elevam as chances de pessoas com essa gripe apresentarem complicações médicas mais graves.
A epidemiologista do CDC responsável por esse estudo, Anne Shuchat, declarou ao conceituado jornal americano Washington Post, que ficou surpresa com a quantidade de pacientes obesos entre o número dos casos considerados como graves, dessa doença.
Como conseqüência desse resultado, o CDC está considerando a idéia de que pessoas obesas deveriam ser acrescentadas aos grupos de risco que teriam prioridade para receber a imunização contra o vírus H1N1, caso essa vacina venha a estar disponível nos Estados Unidos em algum momento.
Estudos sobre a gripe suína que acompanharam mulheres grávidas concluíram que elas têm um risco elevado para complicações sérias, particularmente no período final da gestação. A explicação fisiológica para esse fenômeno é que com o crescimento fetal, o fundo do útero comprime as bases pulmonares. Essa compressão resulta em dificuldade de inspirar profundamente e também para tossir de forma a eliminar as secreções brônquicas. Além disso, o crescimento do útero sabidamente bloqueia o retorno venoso, alterando a circulação sanguínea no tórax por compressão na veia cava inferior.
É bem pertinente especular que as mesmas alterações possam ocorrer em indivíduos com excesso de gordura intra-abdominal. Somados às outras complicações médicas que esses pacientes apresentam como a síndrome metabólica, doenças cardiovasculares e apnéia do sono, todas acabam concorrendo para que as pessoas obesas figurem no grupo de risco elevado para gripe H1N1.

São Paulo: 2ª Morte pela Gripe H1N1
Créditos : G1 ( Globo.com )
Homem que morreu com a nova gripe em Botucatu tinha obesidade mórbida
Segundo secretário de saúde, condição pode ter colaborado para morte. Vítima morreu no dia 10 de julho; foi a segunda morte pela doença em SP.
O homem de 28 anos que morreu após ser infectado elo vírus da influenza A (H1N1) em Botucatu, a 238 km de São Paulo, tinha obesidade mórbida. Segundo Carlos Macharelli, secretário de saúde da cidade, a obesidade tem como um de seus reflexos a dificuldade de respiração, o que pode ter acelerado a piora da doença.
“Isso provavelmente deve ter contribuído para levá-lo a óbito”, explicou Macharelli. O rapaz foi a segunda morte pela doença registrada em São Paulo, e a quarta no país. De acordo com o Hospital de Clínicas de Botucatu, o paciente passou a apresentar febre, dor de cabeça, náusea, vômito, tosse e congestão nasal em 1º de julho.
A Secretaria de Estado da Saúde afirma que ele procurou o serviço médico no sábado (4), quando foi internado. Na terça (7), seu quadro clínico se agravou e foi necessária internação em uma unidade de terapia intensiva (UTI), onde morreu três dias depois, na sexta-feira (10).


BRASIL: Pode chegar a 6 casos de morte pela Gripe H1N1.
RS registra mais 4 mortes suspeitas da nova gripe em cinco dias
Quatro pessoas morreram no Rio Grande do Sul nos últimos cinco dias com sinais que indicam ser da nova gripe. Três mortes ocorreram em Passo Fundo (RS) e, a mais recente, em Santa Maria (RS), na manhã desta quarta-feira (15), no Hospital Universitário.

URUGUAI:
Uruguai confirma 12 mortos pela nova gripe
Número de infectados deve ser maior, diz ministra da Saúde.Ela descartou a necessidade de medidas especiais contra a doença.

ARGENTINA:
A Argentina é o país com o maior número de mortes na região e o segundo em todo o mundo, com 137 vítimas fatais e 3.056 casos confirmados de pessoas infectadas pelo vírus, segundo dados oficiais.

Conheça os sintomas, como ocorre o contágio e como evitá-lo.Já há drogas capazes de combater o vírus, diz órgão americano

Como a nova gripe mata?
Na verdade, qualquer tipo de gripe pode matar, em especial pessoas com sistema imune (de defesa do organismo) enfraquecido. A nova gripe parece ser capaz de afetar gravemente pessoas com sistema imune mais forte, ao menos em certos casos. O principal risco associado à doença é uma inflamação severa dos pulmões, que pode levar à insuficiência respiratória, ou seja, incapacidade de respirar direito. Outras complicações sérias têm a ver com lesões severas nos músculos, que podem levar a problemas nos rins e no coração, e mesmo, mais raramente, meningites e outros problemas no sistema nervoso central. Em todos esses casos, pode ocorrer a morte.

Quais são os sintomas da gripe suína? Os sintomas são normalmente similares aos da gripe comum e incluem febre, letargia, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com gripe suína também tiveram coriza, garganta seca, náusea, vômito e diarreia.
Como se faz o diagnóstico de gripe suína? Para identificar uma infecção por um vírus influenza do tipo A, é preciso analisar amostras respiratórias do paciente durante os primeiros 4 ou 5 dias da doença -- quando uma pessoa infectada tem mais chance de estar espalhando o vírus. Entretanto, algumas pessoas, especialmente crianças, podem manter o vírus presente por dez dias ou mais. A identificação do vírus é então feita em teste de laboratório.

O consumo de vitamina C ou outras medidas para melhorar a resistência do organismo podem ajudar na prevenção?
Provavelmente não muito, diz o biólogo Atila Iamarino, da USP, que faz doutorado sobre a evolução de vírus como o HIV. "A verdade é que não se sabe se o consumo de vitamina C realmente aumenta a resistência ao vírus. O organismo da pessoa pode estar bem preparado, mas, se as características do vírus nunca tiverem sido encontradas pelo sistema imune, existe o risco de infecção", afirma. Como é feito o tratamento?
"Existem duas linhas de medicamentos. Uma delas, a amantadina, impede a entrada do vírus nas células humanas. A outra, de medicamentos como o Tamiflu [oseltamivir], tenta barrar a saída do vírus de uma célula quando ele tenta infectar outras", explica o biólogo da USP.
A má notícia, diz Iamarino, é que o H1N1 já se mostrou resistente à primeira classe de remédios. Por enquanto, o oseltamivir ainda parece ser capaz de agir contra ele.

Você pode tomar as atuais vacinas contra a gripe?
Sim. A recomendação é sempre essa, pois essas vacinas ajudam a combater a gripe tradicional.

As vacinas contra a gripe têm alguma influência na proteção contra a nova gripe?
De acordo com o pesquisador da USP, existe a possibilidade de essas vacinas oferecerem proteção parcial contra o vírus proveniente de porcos. No entanto, mesmo que isso aconteça, certamente a formulação delas não será a ideal. "Não sabemos, por exemplo, para que lado vai caminhar a variabilidade genética do vírus suíno. Normalmente, ao produzir uma vacina, você já leva em conta o conhecimento que tem do vírus para tentar cobrir a variação futura dele e alcançar o máximo possível de proteção", diz Iamarino.
Be Happy, e utilize a pratica de esporte como uma melhora na qualidade de vida.
Sds

2 comentários:

::TC Projeto Triathlon (Tuco):: disse...

Putz, essa gripe é foguete mesmo hein? O negócio é se cuidar. Valeu amigão. Um abração e bons treinos!!

Carlos Alexandre Lopes disse...

isso é um caso muito grave.. e ainda nao temos a noção da gravidade