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Giba Angelucci Junior
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Por que utilizar carboidrato nas corridas?


Por Bruna Iasi - WEBRUN

Uma pergunta muito recorrente no mundo da corrida é em relação aos carboidratos. Por que usar? Quando usar? A suplementação faz realmente efeito? Para responder a estas perguntas, acho importante explicar de onde nosso corpo retira a energia durante a corrida.
O organismo consome diariamente carboidratos, gorduras e proteínas para fornecer energia necessária para manter as atividades celulares em repouso e durante o exercício. No exercício, os principais nutrientes utilizados são as gorduras e os carboidratos, contribuindo as proteínas com uma pequena quantidade de energia.
Durante o exercício prolongado de baixa intensidade (acima de 30 minutos), ocorre um desvio gradual do metabolismo dos carboidratos em direção a uma maior dependência da gordura como substrato energético. Entretanto, é importante saber que quando os estoques de glicogênio (o carboidrato que fica estocado em nosso corpo) muscular e hepático atingem níveis muito baixos existe a possibilidade de ocorrer a fadiga muscular.
Isso pode acontecer, pois para a gordura ser utilizada como energia, é necessário ter carboidratos disponíveis no organismo. Por isso dizemos que “a gordura queima na chama do carboidrato”.
Por este motivo, a reposição de carboidratos durante a atividade física prolongada é importante. Se não houver glicose disponível no organismo, não há produção de energia e o praticante da atividade pode “quebrar” no meio do treino ou da prova.

Como consumir - A melhor forma de fazer a reposição de carboidratos é através de carboidratos complexos que não elevam muito a glicose sanguínea, evitando assim uma hipoglicemia rebote. Durante o exercício, é praticamente impossível parar para comer alguma coisa e por isso os carboidratos em gel são tão recomendados e utilizados.
Normalmente eles são compostos de maltodextrina, que é um derivado do milho ou da mandioca e é feita a partir da conversão enzimática do amido. Ela é considerada um carboidrato complexo, pois possui em sua formulação vários açúcares, como a dextrose, maltose e outros, necessitando, assim, de digestão para sua conversão em glicose.
Na composição destes géis também podemos encontrar outros componentes interessantes como alguns antioxidantes (ex.:vitamina C) e também os aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) em pequenas quantidades.
Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva, a reposição necessária de carboidratos para manter a glicemia e evitar a fadiga é de 30-60g/ hora, o equivalente a um ou dois saches de carboidrato em gel (de 30g) por hora. O ideal é consumir o gel junto com água, para evitar também a desidratação (um fator que leva a queda significativa do rendimento) e para auxiliar na digestão do carboidrato.
A recomendação prática para o uso do carboidrato em gel é utilizar um a cada 45 minutos, e se for em prova, dar preferência ao consumo nos postos de hidratação.

Bons treinos e boa prova!

Um comentário:

Jorge disse...

Ótimo relato amigão, parabéns, bom um renomado técnico que muitos chamam de FILE ele é o treinador da famosa corredora Márcia Narloch, para minha sorte eles treinam na mesma pista do que eu na Comissão de Desportos da Aeronáutica e ele me deu o seguinte bizu no tocante a usar o gel nas corridas, ele disse para eu pegar aqueles sacos de sacole e colcoar um pouco de gel com agua eu fiz diferente um pouco e me adaptei achei que iria ficar com vários saquinhos na cintura e fiz o seguinte eu levo o gel na cintura e de cinco em cinco Kms eu tomo agua com gel e não e que deu certo.
Bom domingo camarada.

JORGE CERQUEIRA