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Giba Angelucci Junior
junior.angelucci@gmail.com

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Lesões mais comuns entre atletas de corrida

Uma dorzinha aqui, outra acolá, um músculo que "pega" depois do oitavo quilômetro, aquela fisgada na panturrilha quando o percurso é íngreme… todo corredor tem um rosário de dores familiares, que aparecem com certa frequência e geralmente não incomodam muito, apenas o lembram do esforço físico realizado naquele momento. Entretanto, por ser uma atividade de alto impacto e totalmente viciante, a corrida produz algumas lesões que pedem atenção e tratamento. Nada tão grave, por enquanto: a tríade da fisioterapia, o descanso e o gelo costumam resolver.
Indicaremos as dores mais comuns que acometem os atletas de corrida:

Entorses de tornozelo:
Corredor de rua já sabe: volta e meia um buraco aparece no caminho e lá se vai o pé, pisando meio fora, meio dentro, estirando ou até mesmo rompendo os ligamentos do tornozelo. Em geral, gelo e repouso são suficientes para reduzir a inflamação e cicatrizar a cartilagem lesionada. Entretanto, se a dor for muito intensa e persistir é importante procurar um ortopedista que avalie a lesão e o libere para o retorno aos treinos.

Tendinite no tendão de Aquiles:
O tendão de Aquiles é o ligamento que vai do calcanhar até a panturrilha, onde se insere. Quando inflamado, provoca dor durante caminhadas e trotes curtos e mesmo a sua ruptura parcial pode vir a necessitar de cirurgia.
Para tratá-la procure um ortopedista e um fisioterapeuta, reduza treinamentos em ladeiras e aplique gelo. Em alguns casos, os treinos têm que ser abandonados por um período, para que o tendão seja totalmente recuperado.

Dor patelo-femural:
É a dor mais comum entre corredores e talvez por ser a que mais incomoda de todas, é a de mais difícil indicação: a dor é difusa, ocorre no joelho como um todo e o corredor não sabe indicar exatamente onde é o ponto dolorido. Além disso, pode aparecer horas após o treino, como durante uma sessão de cinema em que a perna fica na mesma posição.
Trata-se de uma inflamação na articulação que une a patela do joelho e o fêmur, o osso da perna. Ocasionada por falta de alongamento e excesso de treinos, o tratamento é super simples: alongue-se bastante, antes, durante e depois do treinamento, e fortaleça os músculas das pernas com sessões de musculação na academia, focando especialmente o quadríceps femural (parte anterior da coxas).

Canelite:
Mais uma das campeãs entre os corredores, a canelite é uma dorzinha que aparece na região da frente da canela e se intensifica se o treino for realizado em subidas. Como em quase todas as lesões, é o resultado de alongamento mal feito e excesso de esforço. Gelo e antiinflamatórios sob prescrição médica costumam resolver o problema.
Importante: A gente lembra também que, é necessário fazer um aquecimento antes de pegar pesado na corrida e que usar um tênis adequado ao seu biotipo e à sua pisada são fundamentais para evitar quaisquer problemas.

AS LESOES DOS TENDÕES FIBULARES
As lesões dos tendões fibulares são frequentes na prática esportiva e muitas vezes não são diagnosticadas, mas devem ser consideradas em todo paciente que apresentar dor crônica na região lateral do tornozelo. As torções do tornozelo são consideradas as lesões esportivas mais freqüentes e mais de 40% dos indivíduos, que sofreram torções, apresentarão dor lateral crônica no tornozelo.
Cada membro possui dois tendões fibulares, o fibular longo e o curto, que podem sofrer lesões ao longo da vida, tais como inflamações, degenerações, roturas e subluxações (deslocamentos). Cada diagnóstico apresenta uma evolução característica, portanto todas as informações são importantes para a determinação das modalidades de tratamento e para a obtenção de um resultado favorável.
Os tendões fibulares são estruturas tubulares, que caminham juntas em grande parte de suas extensões, mas que se fixam em ossos diferentes do pé. Possuem grande importância nos movimentos do pé e tornozelo durante a marcha e a corrida.
A função principal dos músculos fibulares é a de realizar o movimento de EVERSÃO do pé, um dos movimentos fundamentais durante a fase de apoio do pé no solo e de grande importância na PRONAÇÃO do pé e tornozelo durante a corrida. A EVERSÃO é caracterizada pelo movimento da borda lateral do pé, que se dirige para a face lateral da perna, enquanto a sola do calcanhar fica apontada para fora da linha de progressão da corrida.
A PRONAÇÃO por sua vez é composta de movimentos em três planos diferentes e que permitem que o pé se adapte às superfícies do terreno durante a fase de médio apoio. Os movimentos que compõem a pronação são: 1.ABDUÇÃO DO ANTEPÉ: movimento caracterizado pelos dedos do pé apontando para fora da linha de progressão da corrida, 2.DORSIFLEXÃO DO TORNOZELO: movimento caracterizado pela região anterior do pé angulada para cima, gerando uma aproximação do dorso do pé com a face anterior da perna, 3. EVERSÃO DO RETROPÉ.
Os tendões fibulares conferem juntos uma função de estabilização lateral do tornozelo, especialmente durante a fase de médio apoio durante a marcha e a corrida.
A identificação das fontes da dor crônica no tornozelo pode ser uma tarefa difícil devido as muitas possibilidades diagnósticas. A história clínica minuciosa, o exame físico adequado e os exames de imagem (radiografias simples, ultrasom e ressonância magnética) são fundamentais para um diagnóstico preciso.
Pacientes sedentários beneficiam-se melhor com tratamentos conservadores, enquanto pacientes mais ativos podem necessitar longos períodos de tratamento, mediante a utilização por prescrição médica de analgésicos, antiinflamatórios, fisioterapia, correção dos distúrbios biomecânicos e até métodos mais invasivos, como os cirúrgicos.
Bons treinos e cuide das suas dores !
Adaptado do texto de: Rachel Juraski (Nike Blogger)


2 comentários:

Xampa disse...

E aí, blz?
Faltou a Sindrome da Banda Ilitibial e a fascite plantar. As que tive.
Foram boas, acertei o rumo e aprendi muito.

Luciane disse...

É...esse post me caiu como uma luva. Atualmente passo por uma lesão.. a qual inclusive não está na lista... Síndrome do Periforme. Para piorar ainda há no mesmo lado, uma bursite..que está atrapalhando a cicatrização da lesão...No entanto é sempre bom falar sobre o assunto e principalmente dar ~enfase no seguinte: Se sentir uma dor, não exite, respeite o corpoe e procure um médico. Na maioria das vezes a coisa é simples, mas por insist~encia do atleta em treinar ou fazer o tratamento de forma errada, a coisa fica feia e daí, 15 dias de molho, podem virar uma eternidade...

abraços e ótimos treinos